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You Pay to Work, and Why it Matters

23 May, 2018 Leave a comment

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Workers pay to work. Even though we receive wages and benefits, many of us have to pay to work. If we didn’t, we wouldn’t have a job in the first place. If we didn’t, companies wouldn’t accumulate any profit. Profits are actually derived from what we as workers pay to work.  This was one of Marx’s greatest discoveries about capitalism.

Marx himself never used the term ‘pay to work’. Instead, he used the term exploitation. Today, unfortunately, exploitation has acquired a meaning that is not in accordance with Marx’s theory of class struggle. Generally we use exploitation to refer to poor working conditions, but Marx was clear that exploitation should not be defined in these terms. For Marx, exploitation exists whenever those who produce wealth do not appropriate it.  You and your coworkers produce together all the wealth for the company but you only get back a fraction of this wealth when you receive your wage. The other share that you created but for which you receive no compensation is what you pay to work.

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Sob Vinte Centavos

12 September, 2013 Leave a comment

Sob Vinte Centavos retrata de forma crítica as manifestações ocorridas em junho de 2013 em São Paulo que culminaram com a revogação do aumento de vinte centavos da tarifa de ônibus. O  documentário conta com entrevistas de diversos manifestantes, membros do Movimento Passe Livre (MPL), Lúcio Gregori (ex-secretário de transportes de São Paulo), Marilena Chauí (filósofa e professora da USP), Marcelo Feller (jurista), e diversas outras pessoas.  Disponível na íntegra com legendas em inglês e espanhol, Sob Vinte Centavos foi produzido de maneira totalmente independente por Gustavo Canzian e Marco Guasti, membros do Movimento Urbano de Diálogo Audiovisual (MUDA).

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Marx Reloaded e a Economia do Conhecimento

29 July, 2013 6 comments

Marx Reloaded é o título do mais recente trabalho dirigido e escrito por Jason Barker. Produzido em 2011, este documentário investiga a relevância dos ensinamentos de Marx em relação à crise que se iniciou ao final de 2007 nos Estados Unidos e Europa. Entre os que participam das filmagens estão John Gray, Michael Hardt, Antonio Negri, Nina Power, Jacques Rancière, Peter Sloterdijk, Alberto Toscano, Slavoj Žižek e Ivan Nikolic. A temática central gira em torno à questão da pertinência das ideias marxistas no século XXI. O roteiro acaba por conduzir o público a concluir que na atual sociedade do conhecimento a teoria do valor de Marx não seria mais válida. Reforçado pelas intervenções de Zizek, Sloterdijk, Hardt e Negri, o documentário centra na ideia de que a produção do conhecimento escapa à teoria marxista. Jason Baker então explicou sua produção como uma tentativa de “recarregar ou reimaginar Marx como um pensador, sem o usual moralismo totalitário”. Confira aqui o documentário na íntegra. Aproveito para também tecer alguns comentários críticos a respeito de Marx Reloaded.

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Marx e o Marxismo 2013: Colóquio Internacional

8 July, 2013 1 comment

Principal atividade desenvolvida pelo NIEP-Marx, o evento “Marx e o Marxismo” tem sido organizado regularmente, com frequência anual, desde 2007. Até 2010, o “Marx e o Marxismo” teve sempre caráter de curso de alcance local, funcionando, portanto, como atividade de extensão, gratuita e temática. No ano de 2013, “Marx e o Marxismo” será organizado pela primeira vez sob a forma de colóquio com abrangência internacional. O tema escolhido para este ano é “Marx hoje, 130 anos depois”. Para além do mero registro e recordação da morte do pensador que atrai o interesse e inspira o trabalho dos professores, pesquisadores e estudantes que o colóquio pretende reunir, a opção pelo tema justifica-se teoricamente. A ideia central é discutir o legado de Marx no longo decurso de tempo que separa 1883 e 2013, no que se refere tanto às teorias que se pretenderam ou se pretendem marxistas, quanto às práticas identificadas com as ideias do autor ou de seus intérpretes. Palestrantes confirmados: José Paulo Netto (ESS/UFRJ) – Alex Callinicos (University of London, Inglaterra) – Virgínia Fontes (UFF / EPSJV Fiocruz) – Anselm Jappe (École des Hautes Études en Sciences Sociales, França) · Marcos Del Roio (UNESP) – Maurício Vieira Martins (UFF) – Leo Panitch (York University, Canadá) – Marcelo Badaró Mattos (UFF) – Miguel Vedda (UBA, Argentina) – João Leonardo Medeiros (UFF) – Robert Brenner (UCLA, EUA) – Alfredo Saad Filho (University of London, Inglaterra) – Peter Thomas (Brunel University, Inglaterra).

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O Ativismo de Vínculos Fortes: A Revolução Não Será Tuitada

6 July, 2013 Leave a comment

Dizem que o mundo passa por uma revolução. As novas ferramentas de redes sociais reinventaram o ativismo social. Com Facebook e Twitter  a relação tradicional entre autoridade política e vontade popular foi invertida, o que facilita a colaboração mútua e a organização dos desprovidos de poder e dá voz às suas preocupações. Se antes os ativistas eram definidos por suas causas, agora são definidos pelas ferramentas que empregam. Os guerreiros do Facebook entram na internet para pressionar por mudanças. Tais alegações, entretanto, são fortes e intrigantes. As pessoas que estão no Facebook são mesmo a nossa grande esperança? As maravilhas da tecnologia de comunicação no presente produziram uma falsa consciência sobre o passado – e até mesmo a percepção de que a comunicação não tem história, ou nada teve de importante a considerar antes dos dias da televisão e da internet. Na verdade, não passam de uma forma de organização que favorece as conexões de vínculo fraco que nos dão acesso a informações, em detrimento das conexões de vínculo forte que nos ajudam a perseverar diante do perigo. Transfere nossas energias das entidades que promovem atividades estratégicas e disciplinadas para aquelas que promovem flexibilidade e adaptabilidade. Torna mais fácil aos ativistas se expressarem e mais difícil que essa expressão tenha algum impacto. O ativismo no Facebook dá certo não ao motivar pessoas para que façam sacrifícios reais, mas sim ao motivá-las a fazer o que alguém faz quando não está motivado o bastante para um sacrifício real. A análise é de Malcolm Gladwell.

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Democracia Direta e o Fim da Representação Parlamentar

1 July, 2013 Leave a comment

O esgotamento do ciclo neoliberal certamente tem seu aspecto econômico. Milhões de empregos e o próprio estado de bem-estar social são imediatamente sacrificados para salvar os lucros do sistema financeiro e de outras empresas privadas. Esta dimensão econômica, entretanto, vem acompanhada do concomitante esgotamento do sistema político de representação parlamentar. A representação indireta via partidos políticos e a eleição de congressistas não dá mais conta dos desafios do nosso tempo. Com o atual sistema político a população não tem como forçar as reformas e regulações que deseja. Temos o melhor congresso que o dinheiro das grandes corporações privadas pode comprar. Ainda assim, a forma parlamentar, já esgotada, continuará a existir durantes as próximas décadas. A batalha agora torna-se aquela pela implementação de formas de democracia direta, através das quais a população tenha  a força política necessária para implementar as reformas que deseja. Inicia-se com a presente crise econômica e política o desafio de construirmos as bases para a superação do parlamento, dos congressistas e da ingovernabilidade dos partidos políticos.

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Brazil 2013: Mass Demonstrations, the World Cup, and 500 Years of Oppression

26 June, 2013 2 comments

Brazil has a long history of top-down reforms that have inadequately addressed the profound inequality that divides the country. The mass demonstrations, provoked by public transportation fare increases and World Cup costs, are finally calling attention to issues that cannot be solved by minor changes, indicating things might be different this time. In order to address the systemic inequality beneath Brazil’s idyllic image of samba and soccer, there must be a social and political rupture. The billions of dollars already being spent on the upcoming 2014 World Cup have rightly angered millions of Brazilians who live without social infrastructure and lack basic public goods. People of all political inclinations have taken to the streets in major cities around the country. Police violence against demonstrators in São Paulo at the beginning of the protest triggered nation-wide mass demonstrations with a broad range of demands targeting all forms of social inequality. The state reaction to the movement has brought to the surface 500 years of repressed anger and frustration towards deep inequality.

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