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A Questão do Microcrédito e das Micro-Finanças

27 November, 2012 Leave a comment Go to comments

A palestra de Jayati Ghosh para a conferência anual do Banco Central da Argentina, realizada no início de outubro de 2012, foi uma dura crítica à prática financeira do microcrédito. Em sua opinião, o modelo foi do nada ao lugar nenhum em menos de uma década. Ghosh utiliza a recente crítica de Bateman e Chang à micro-finança, que sugere que tal prática se tornou na verdade uma barreira ao crescimento econômico e à redução da pobreza. Em grande medida a experiência do microcrédtio na Índia se assemelha à agiotagem, com altas taxas de juros e grandes penalizações pelo não-pagamento das dívidas, além de ser parte de uma política mais abrangente a favor da liberalização dos mercados financeiros. As novas modas do “desenvolvimento econômico” podem sim ter efeitos nefastos sobre a implementação de políticas públicas.

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Clique aqui para ler o artigo “Microfinance and the challenge of financial inclusion for development” de Jayati Ghosh, preparado para a conferência anual do Banco Central da Argentina (outubro de 2012).

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Clique aqui para ler o artigo de Milford Bateman e Ha-Joon Chang com uma perspectiva crítica sobre as micro-finanças.

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Abaixo o resumo do artigo:

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The Microfinance Illusion

MILFORD BATEMAN (University of Juraj Dobrila Pula, Croatia), and

HA-JOON CHANG (University of Cambridge, UK)

Summary

In both developing and transition economies, microfinance has increasingly been positioned as one of the most important poverty reduction and local economic and social development policies. Its appeal is based on the widespread assumption that simply ‘reaching the poor’ with microcredit will automatically establish a sustainable economic and social development trajectory animated by the poor themselves. We reject this view. We argue that while the microfinance model may well generate some positive short run outcomes for a lucky few of the ‘entrepreneurial poor’, the longer run aggregate development outcome very much remains moot. Microfinance may ultimately constitute a new and very powerful institutional barrier to sustainable local economic and social development, and thus also to sustainable poverty reduction. We suggest that the current drive to establish the central role of microfinance in development policy cannot be divorced from its supreme serviceability to the neoliberal/globalisation agenda.

Key words: microfinance, poverty reduction, Bangladesh, Bosnia, neoliberalism, globalization

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(*) Este artigo foi originalmente publicado em inglês no blog Naked Keynesianism.

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