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Uma Teoria Marxista do Valor sobre a Mercantilização do Conhecimento

18 February, 2012 Leave a comment Go to comments

Em 1984, o crítico literário e teórico político Fredric Jameson declarou que a escola de Frankfurt e Guy Debord foram argutos em elaborar um nova concepção marxista da produção cultural no capitalismo avançado, mas que contudo não puderam conectar a crítica que desenvolviam com a teoria do valor de Marx. Que interessante, pois é esta mesma a tarefa a que se propõem Rodrigo Teixeira e Tomas Rotta em artigo recente. Se o conhecimento se tornou de fato uma mercadoria no capitalismo, e se sua produção está definitivamente incorporada à acumulação de capital, cabe agora desenvolver uma teoria econômica crítica sobre a mercantilização das ideias.

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No prólogo ao livro “A Condição Pós-Moderna” de Lyotard, Fredric Jameson faz uma importante ressalva:

“This description is also quite consistent with the Frankfurt School’s conception of the “culture industry” and the penetration of commodity fetishism into those realms of the imagination and the psyche which had, since classical German philosophy, always been taken as some last impregnable stronghold against the instrumental logic of capital. What remains problematical about such conceptions – and about mediatory formulations such as that of Guy Debord, for whom “the image is the last stage of commodity reification” – is of course the difficulty of articulating cultural and informational commodities with the labor theory of value, the methodological problem of reconciling an analysis in terms of quantity and in particular of labor time (or of the sale of labor power in so many units) with the nature of “mental” work and of nonphysical and noncomensurable “commodities” of the type of informational bits or indeed of media or entertainment ‘products'”

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A ideia básica de Jameson é que a escola de Frankfurt, bem como Guy Debord na França, fizeram importantes adições à teoria marxista. O principal legado foi a criação de uma nova forma de crítica ao capitalismo através da produção cultural e da mercantilização da informação. O que faltou a estes teóricos, ressalta Jameson, foi ter conectado esta teoria marxista cultural com a teoria do valor de Marx. Se conhecimento e informação se convertem em mercadorias, como então entender criticamente o capitalismo a partir dos fluxos de valor que ensejam?

A pergunta é deveras interessante. E em artigo recentemente publicado, Rodrigo Teixeira e Tomas Rotta produzem uma teoria marxista do valor da produção capitalista do conhecimento. Vale lembrar que a teoria desenvolvida neste artigo foi originalmente apresentada pelo Rodrigo em sua tese de doutorado.

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  1. 6 April, 2013 at 10:53

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