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O Massacre de Pinheirinho

24 January, 2012 Leave a comment Go to comments

Theodor Adorno costumava dizer que “a verdade aparece nos extremos”. A desocupação de Pinheirinho é certamente um momento extremo, e a verdade do capitalismo aparece nua. Como uma síntese de especulação imobiliária, favorecimento pessoal e uso da polícia estatal como monopólio da violência, o episódio sórdido em São José dos Campos mostra o que o capitalismo brasileiro tem a oferecer. A total desproporção entre uma comunidade que vive literalmente na lama e o poder econômico de Naji Nahas evidencia como o nosso sistema econômico de fato não existe para satisfazer o que as pessoas desejam. O PSBD do governador Geraldo Alckmin deu uma real lição de falta de democracia e injustiça. Policiais sem identificação e a imprensa impedida de cobrir o evento já denunciavam o teor da operação.

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O vídeo abaixo explica a história detrás deste extremo de violência econômica:

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Mais algumas imagens da situação:

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Clique aqui também para ler mais sobre o assunto.

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(*) Agradeço ao leitor Hidemi Soares Miyamoto por ter enviado os links dos vídeos acima.

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  1. Brahma
    24 January, 2012 at 18:39

    tenho vergonha de ser da mesma terra do governador Geraldo que nada fez para impedir esse massacre

    • Hidemi Soares
      24 January, 2012 at 19:35

      A ordem foi dele amigão…

  2. Neylor Ferreira
    25 January, 2012 at 14:09

    Assustador mesmo é constatar de forma avassaladora que o processo de fascistização está acelerado, ficando patentemente demonstrado com as reações de indiferença e ódio aos de baixo por parte daqueles que procuraram justificar o massacre. Parece que a razão perdeu de vez a batalha para a barbárie. Não adianta qualquer esforço de argumentação racional e esclarecimento, parece que a burguesia, a classe média ressentida e uma parte dos trabalhadores que não estão organizados de forma autônoma (esse caso também escancarou a clivagem na classe trabalhadora entre os que ainda acreditam do fetiche da lei e da ordem e no mito do self made man) não estão dispostos a abrir mão do ódio em hipótese alguma. Enquanto isso, nós, intelectuais de esquerda, acostumados a responder críticas de “alto nível” e a rechaçar as hipostasias e os pensamentos de igrejinha, ficamos emparedados ouvindo essas barbaridades e sem saber como responder, sem saber como encontrar uma forma de mediação entre o senso comum e o pensamento crítico. Nos solidarizamos com os trabalhadores e sentimos sua revolta, mas grande parte de nós não sabe como responder as bobagens que, infelizmente, orientam a vida da maioria das pessoas. É a triste realidade. Lembrando novamente Adorno e Horkheimer a propósito da barbárie nazista: “Uma das lições que a era hitlerista nos ensinou é a de como é estúpido ser inteligente.” Trabalhadores sem casa, mortos e feridos e intelectuais de mãos atadas.

    PS: Acompanhei in loco essa situação em São José.

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