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Keynesianos e Marxistas – Parte III

Dando sequência ao tema “Keynesianos vs. Marxistas”, que já foi abordado em posts recentes, disponibilizo três entrevistas com notórios pensadores que representam bem os dois campos político-teóricos. Do lado keynesiano temos duas entrevistas. A primeira com Lance Taylor, renomado professor da New School, para o Institute for New Economic Thinking de George Soros. Taylor mostra como a crise nos EUA, e que agora se alastra pela Europa, confirma os resultados da teoria de Keynes e Misnky. A segunda entrevista é com James Crotty, professor emérito da University of Massachusetts. Crotty mostra como a economia dos EUA de hoje se assemelha a dos anos 1920, que precedeu a crise de 1929 e a segunda guerra mundial. Enquanto Taylor prefere enfocar nas questões da incerteza fundamental e da inerente instabilidade das decisões privadas no capitalismo, Crotty destaca o aumento vertiginoso na desigualdade de renda entre os norte-americanos e como a demanda agregada foi estimulada incorretamente via inflação de ativos e da explosão do endividamento privado. Clique aqui para a parte 1 e clique aqui para a parte 2. O ponto em comum entre Taylor e Crotty é o ataque ao livre mercado e à livre especulação financeira. A comparação dos EUA dos anos 2000 com os EUA dos anos 1929 feita por Crotty é de fato interessante, mostrando bem a luta entre ricos e pobres, os ataques aos sindicatos, as oscilações no salário real e o combate à desigualdade de renda. Taylor também relembra que o próprio Keynes afirmava que a distribuição de renda impacta significativamente sobre a composição da demanda efetiva.

Do lado marxista temos uma entrevista muito interessante com Richard Wolff para o programa RT News. Wolff enfatiza um ponto que é largamente ignorado pelos keynesianos, qual seja: as relações de trabalho dentro das empresas. O ponto central do marxismo não seria o problema de demanda agregada ou mesmo de incerteza fundamental, mas sim o fato de que aqueles que trabalham não se apropriam do que eles mesmos produzem e tampouco controlam como produzem. Wolff também destaca que comunismo não significa eliminação dos mercados, eliminação da propriedade privada ou mesmo planejamento centralizado. O ponto crucial do comunismo é a apropriação da produção pelos próprios produtores:

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Parte 1:

Parte 2:

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