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Seria Melhor para a Economia Flexibilizar os Salários? – Parte II

19 January, 2011 Leave a comment Go to comments

É comum ver economistas ortodoxos defendendo a flexibilização de salários e preços como forma de amenizar crises ou mesmo como forma de tirar um país da recessão. O argumento convencional assenta-se sobre a fé na premissa de que com salários e preço mais flexíveis, o chamado equilíbrio geral sem desemprego de fatores seria atingido sem mais complicações. O problema é que a ortodoxia econômica até hoje não tem uma teoria consistente sobre como a deflação de salários e preços garanta o pleno emprego. Essa foi a crítica inicial de Keynes na Teoria Geral, e retomada por James Tobin em 1975 neste seminal artigo. A tese keynesiana, ao contrário de seus adversários ortodoxos, é a de que não há garantia nenhuma no capitalismo de que desregulamentações no mercado de trabalho, como a remoção ou redução do salário mínimo, possam tirar um país da crise, ou menos ainda garantir o pleno emprego. Este foi o tema também de um outro post neste blog, no qual alertávamos sobre o artigo de Brad de Long e Larry Summers, que chegaram às mesmas conclusões que Keynes e Tobin. Quem agora se juntou ao coro foi Krugman, em recente artigo em sua coluna para o New York Times.

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Krugman conclui que a remoção do salário mínimo e a imposição de desregulamentações ao mercado de trabalho somente trariam mais crises e maior volatilidade para a economia:

“The point is that making wages somewhat more flexible, as opposed to perfectly flexible, is not a good thing. And this in turn means that people arguing that what we need right now is more wage flexibility are actually pushing for a policy that would make things worse.”

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Vale a pena lembrar que em outro post neste blog mostramos a falsidade da ideia de que desregulamentações no mercado de trabalho aumentem o nível de emprego de um país.

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Veja Também:

Câmbio Valorizado, Consumo Ascendente e Produção Física Estagnada no Brasil

O Fictício do Capital Fictício

Financeirização e A Origem do Lucro Financeiro

Entre o Desemprego e a Moratória: As Semelhanças entre a Irlanda de Hoje e a Argentina de 2001

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