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Salários e Preços Mais Flexíveis Implicam Menor Volatilidade do Produto e da Renda?

A maioria dos economistas responderia afirmativamente à pergunta “Salários e Preços Mais Flexíveis Implicam Menor Volatilidade do Produto e da Renda?”. Isto decorre da ideia presente nos modelos ditos walrasianos em que quanto maior a flexibilidade de preços e salários, mais a economia se aproximaria do cenário de concorrência perfeita com equilíbrio Pareto-ótimo em pleno emprego. Este raciocínio leva muitos a defenderem a real flexibilização de salário em vários países, inclusive o Brasil. Entretanto, temos fortes razões para esperar justamente o contrário. Umas destes motivos é que a expectativa de deflação leva a um aumento das taxas reais de juros e à queda do investimento privado, com consequências depressivas sobre o nível de renda. Vários economistas já se debruçaram sobre tal questão. Originalmente temos Irving Fisher e Keynes. Ambos entendiam, em oposição ao modelo walrasiano, que salários e preços mais flexíveis levariam a maiores (e não menores) variações no produto. Ou seja, entendiam eles que a rigidez de salários nominais e reais era um fator positivo e desejável para a economia, a fim de amenizar os ciclos econômicos. Confira aqui um artigo escrito por Bradford de Long e Larry Summers que investiga esta questão.

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“Our results suggest that standard Keynesian models wage and price rigidity have the implication that increases in price flexibility starting from degrees of flexibility like those observed in economies such as the United States may well increase the cyclical variability of output. This conclusion holds even allowing for forward-looking behavior in wage-setting and in financial markets. This observation makes it unlikely that the extra degree of nominal rigidity of the type associated with union contracts, for example, can plausibly be blamed for cyclical fluctuations in output. Even if increased nominal rigidity is not stabilizing, it is unlikely to be significantly destabilizing. As we have emphasized in our forthcoming paper, these observations are consistent with the broad sweep of American macroeconomic history. The increasingly non-Walrasian character of the economy and the associated reductions in wage and price flexibility have coincided with improvements in macroeconomic performance”

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Clique aqui para ler o working paper “Is Increased Price Flexibility Stabilizing?” em PDF (acesso aberto).

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Clique aqui para ler a versão final publicada na American Economic Review (acesso restrito).

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