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A Fragilidade e a Falta de Coordenação da Zona do Euro: Quem Pagará a Conta?

A crise que assombra a zona do Euro na Europa tem diversas causas. Em um ótimo artigo, Deepankar Basu resume bem os fatores centrais que levaram à derrocada, em primeiro lugar, da Grécia e agora de outros países como Portugal, Espanha, Itália e Irlanda. Basu analisa os determinantes e as soluções desta mais recente crise de um ponto de vista heterodoxo. O destaque fica para: as contradições do sistema monetário unificado do Euro; o regime neoliberal na Alemanha com salários reais estagnados e superávits comerciais; as fraudes contábeis na Grécia com a ajuda de Wall Street; os persistentes déficits comerciais dos países periféricos na Europa, conjugados com o contínuo superávit da Alemanha; o rápido aumento das dívidas públicas dos países membros da zona do Euro, o que contribuiu para o aparecimento de grandes bancos de investimentos para financiar tais dívidas soberanas; e a os limites da unificação monetária.

Em suma, as duas causas principais indentificadas  são: (1) Os desbalanços estruturais entre os superávits da Alemanha e os déficits da periferia da zona do Euro; (2) A perda de controle monetário dos países membros, que não podem controlar individualmente nem a taxa de câmbio nominal e nem a taxa de juros nominal de curto prazo. Tais limitações ataram as mãos dos países periféricos e os impediram de baixar os juros nominais ou  mesmo de desvalorizar o câmbio nominal. Ou seja, o modelo de crescimento via promoção das exportações bem sucedido da Alemanha contribui para o simétrico déficit comercial dos outros países da zona do Euro e, assim, contribui diretamente para o inédito volume de dívida soberana acumulada por estes últimos. Ainda pior, com a crise em 2008 nos EUA, tais países não puderam ajustar seus preços relativos (em especial suas taxas de juros e câmbio), pois o próprio acordo do Euro opera como uma camisa-de-força. As soluções somente contribuíram para aumentar ainda mais as respectivas dívidas públicas.

Até o presente momento o mais provável é que os trabalhadores paguem a conta através de aumentos recordes na taxa de desemprego, privatização de serviços públicos e redução dramática nos gastos dos governos. Tudo isso para causar uma deflação doméstica de salários e preços, e assim preservar a riqueza financeira intacta dos detentores de títulos da dívida soberana. Basu, ao contrário, propõe que a solução deve vir pelo ajuste do modelo de crescimento alemão. Se a Alemanha não diminuir os seus superávits com os outros países europeus, a causa central do problema persistirá.  Por que então não optar por uma inflação de salários na Alemanha? Isto desvalorizaria o câmbio real alemão, reduziria o superávit comercial e ajudaria os países periféricos a se recuperarem. Os custos, neste cenário, seriam bem menores para os trabalhadores tanto na Alemanha quanto ns outros países membros.

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