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A Autonomização das Formas Sociais

20 December, 2009 Leave a comment Go to comments

A professora Leda Paulani, do departamento de Economia da FEA-USP, apresentou um interessante artigo no congresso da ANPEC 2009 sobre a autonomização das formas sociais à luz da teoria econômica marxista. O título completo do artigo é “A Autonomização das Formas Verdadeiramente Sociais na Teoria de Marx: comentários sobre o dinheiro no capitalismo contemporâneo“.

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Confira um pequeno excerto abaixo:

O presente trabalho visa mostrar, a partir de um approach hegeliano da leitura de Marx, que os desdobramentos históricos experimentados pelo sistema monetário internacional podem ser vistos como uma espécie de “realização” de um processo de autonomização das formas sociais que está inscrito na própria mercadoria e que a empurra lógica e ontologicamente em direção às formas mais abstratas de riqueza como o capital financeiro e o capital fictício. Sendo assim, ao contrário do que parece, a teoria monetária de Marx está hoje mais adequada à configuração assumida pelo processo de reprodução do capital do que estava à época do dinheiro mercadoria. Nesse sentido, ela é perfeitamente compatível com a posição, também no plano mundial, do dinheiro inconversível.

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Clique aqui para ler o texto completo (formato DOC).

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  1. Aquiles Melo
    20 December, 2009 at 10:31

    Camarada Tomás,

    Conheço bem o artigo. Li juntamente com sua tese. Acredito que ela tenta dar um passo na tentativa de solucionar o “problema” do dinheiro enquanto mercadoria. No entanto a saída apontada por ela nesse artigo é extremamente problemática. O motivo é simples, Paulani aqui é mais hegeliana do que Hegel. Essa é uma das características dos pensadores que acompanham o pensamento de Rui Fausto. O logicismo da interpretação faustiana faz com que as categorias ganhem vida e se desenvolvam por si só, como um verdadeiro espírito absoluto que desce dos céus. A história é deixada de lado (inclusive no artigo) para dar espaço ao desenvolvimento categorial que cria um outro mundo, independente do “mundo dos homens”. A tentativa realizada por Paulani é interessante mas não consegue responder aos questionamentos existentes da teoria do dinheiro em Marx. Li recentemente um artigo de Nakatani de 2006 )o nome me foge agora) onde este relaciona o dinheiro inconversível como capital fictício, e não com o dinheiro mercadoria. Não tenho como desenvolver aqui, mas me parece uma saída mais concisa em Marx do que atribuir a questão da financeirização à realização lógica e ontológica da forma mercadoria.

    • 22 December, 2009 at 21:36

      Aquiles,

      Muito bom seu comentário sobre o texto da Leda. Eu te entendo perfeitamente, e acho que você aponta bem um idealismo dentro do materialismo do Ruy Fausto. Como você mesmo apontou, acho que o artigo que apresentei na SEP também sofre parcialmente disso. Porém, se você for para o outro extremo, o de negar o logicismo por completo, o preço é cair no convencionalismo. E o puro convencionalismo, como querem alguns pós-keynesianos, tem várias limitações. Estou pensando nisso que você escreveu para ver se eu consigo te dar uma resposta melhor.

      A idéia importante, da qual eu não abro mão, é a de entender o dinheiro como uma relação social que tem a tendência de tornar-se cada vez mais absrtata.

      abraços,
      Tomas

  1. 1 October, 2010 at 12:40
  2. 6 January, 2011 at 8:20

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