Confira aqui o documentário completo de Adam Curtis “The Century of the Self“, produzido para a BBC em 2002, que mostra de maneira muito interessante como a psicanálise de Sigmund Freud foi usada ao longo do século XX para controlar o inconsciente coletivo. Edward Bernays, sobrinho de Freud, é o destaque do documentário, justamente por ser a figura central da aplicação da psicanálise para questões de relações públicas. As diferentes formas de controlar o inconsciente dos indivíduos serviram plenamente ao consumismo e à justificação para guerras. Não deixe de assistir.
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“Post-Large-Scale Industry: General Intellect as the Center of Capitalist Accumulation” é o título do working paper de José Paulo Guedes Pinto, professor da UFR-RJ, que foi apresentado na última conferência da Historical Materialism em Londres, 10-13 de novembro de 2011. Disponibilizo aqui o artigo e os slides da apresentação. Abaixo segue o resumo do trabalho para os interessados.
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Issue 124 | December 19, 2011
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Issue 123 | November 28, 2011
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Seja na Europa ou nos EUA, a classe dominante está engajada ferozmente com a tentativa de impor a contração fiscal aos seus respectivos governos. À primeira vista, tal compromisso parece derivar de uma tentativa de diminuir o tamanho do estado e da dívida pública. Entretanto, temos razões para crer que o objetivo econômico é outro e mais impactante para os trabalhadores em geral. Com todas as perdas impostas aos trabalhadores, seja em termos de direitos, regulamentações ou salários, o efeito final é único: reduzir o valor da força de trabalho, aumentar a taxa de mais-valor e, consequentemente, aumentar a taxa de lucro dos capitalistas. Reduzir o valor da força de trabalho significa reduzir o tempo de trabalho abstrato socialmente necessário para reproduzir tal força de trabalho, e isto é logrado pelas políticas de austeridade fiscal. Utiliza-se a crise econômica, portanto, como forma de aumentar ainda mais os lucros no sistema ao impor os custos do ajuste sobre quem de fato produz valor.
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Entre os dias 10 e 13 de novembro de 2011 tive a oportunidade de participar da conferência internacional Historical Materialism 2011, realizada na SOAS em Londres. A conferência foi excelente e contou com a presença assídua de muita gente interessada em economia política. Honestamente, nunca havia visto uma conferência com tantos participantes ávidos por discutir temas de urgente importância. Na sexta à noite fomos brindados pela também excelente palestra de David Harvey sobre lógica e história em Marx. Aproveitei para gravar o áudio do evento, o qual aqui disponibilizo na íntegra. Não deixe de conferir. Aproveite também para ver as fotos que tirei do evento.
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Foi notícia recente aqui no Marx21 que estudantes de Harvard resolveram protestar contra o viés conservador de Greg Mankiw, professor do popular curso de introdução à economia. O interessante é que Mankiw é árduo defensor da livre competição e severo crítico dos poderes de monopólio. E isto ele deixa bem claro nos seus manuais de economia. Faz questão de enfatizar que o capitalismo que funciona é o capitalismo da competição. Na prática, entretanto, o professor Mankiw é um grande monopolista. Como professor de um curso com mais de 700 alunos por semestre, ele aproveita para obrigar seus alunos a comprarem o seu próprio livro. Que interessante. Cada cópia do manual de introdução à economia de sua própria autoria sai por 175 dólares. Mankiw obriga, então, uma classe inteira de 700 alunos a comprar cada um uma cópia de 175 dólares de seu livro. E se não o fizer, não passa no curso. Mankiw, assim sendo, é um grande monopolista auferindo rendas extraídas diretamente de seus alunos. Alunos estes que ao abrirem o livro, se deparam com afirmações de que a livre concorrência é a que traz benefícios ao sistema capitalista. Na prática a teoria é outra, não é mesmo, professor Mankiw?
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Issue 122 | November 7, 2011
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I Escola de Verão em Economia do Desenvolvimento
FEA-USP – 6 a 10 de fevereiro de 2012
O Programa de Pós-Graduação em Economia da Universidade de São Paulo anuncia a realização da I Escola de Verão em Economia do Desenvolvimento, uma iniciativa inédita na área de Pós-Graduação em Economia que ocorrerá na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) nos dias 6 a 10 de fevereiro de 2012. A Escola de Verão oferecerá minicursos, palestras e painéis sobre temas relacionados ao desenvolvimento econômico que têm sido pesquisados pelos docentes e alunos de pós-graduação do Departamento de Economia da Universidade de São Paulo. O público-alvo são alunos de pós-graduação strictu sensu em Economia e demais Ciências Sociais. A Escola de Verão é uma oportunidade para aperfeiçoamento da formação recebida na pós-graduação, ao mesmo tempo em que estimula contatos e troca de ideias entre pesquisadores e estudantes cujos interesses abrangem os grandes temas do desenvolvimento econômico, tanto do ponto de vista teórico quanto histórico ou empírico.
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Muito se fala sobre o aumento da lucratividade do setor financeiro nos EUA, mas pouco se conhece sobre os reais dados. Reporto aqui algumas observações interessantes feitas por Fiona Tregenna sobre a rentabilidade dos bancos norte-americanos. Em termos gerais, as evidência empíricas mostram que o patamar de lucratividade dos bancos aumentou para níveis recordes após 1995. Entres as principais causas destaca-se o aumento histórico na concentração do setor bancário, seja via falências, aquisições ou fusões. Concentração esta que foi grandemente estimulada pelas desregulamentações financeiras nos anos 1980 e 1990. Veja aqui mais detalhes sobre o tema.
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Issue 121 | October 17, 2011
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Edital 2012 - Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais
O Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal do ABC (UFABC) torna pública a abertura das inscrições e as normas e procedimentos para a seleção de candidatos para ingresso no Mestrado Acadêmico stricto sensu com início previsto para fevereiro de 2012. Clique aqui para mais informações.
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A maioria das pessoas e dos economistas costuma pensar que o choque do petróleo nos anos 1970 causou prejuízos para a economia norte-americana. Assim pensam porque a inflação doméstica disparou, corroendo o poder de compra dos salários. No livro O Novo Imperialismo, David Harvey levantou a hipótese contrária, qual seja: a de que o então inédito aumento no preço mundial do petróleo foi extremamente benéfico para os EUA. Harvey afirma que Nixon em verdade coordenou o choque de preços com os países árabes produtores de petróleo. Isto porque os anos 1970 foram os anos de contestação dos EUA como império econômico. Os altos gastos com a derrota no Vietnã, a forte crise de lucratividade interna e as pressões por parte da França para reconverter em barras de ouro suas reservas de dólares fizeram com que Nixon abandonasse definitivamente o regime de câmbio fixo. O fim do padrão dólar-ouro e o fim dos acordos de Bretton Woods seriam então conjugados com os choque do petróleo. Coincidência? Leia mais…
Issue 120 | September 26, 2011
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Muito se fala sobre neoliberalismo, mas pouco se conhece sobre os números produzidos por este projeto político que se iniciou na década de 1970 nos EUA e na Inglaterra. Basicamente, o projeto neoliberal representou: (i) um ataque direto aos direitos trabalhistas, via flexibilizações dos mercados de trabalho; (ii) desregulamentação dos mercados financeiros; (iii) defesa da livre mobilidade de capitais entre países; e (iv) defesa do livre comércio entres nações. Acompanhe aqui quais foram os resultados econômicos diretos destas políticas. Apresento alguns gráficos para a economia norte-americana, através dos quais fica patente o viés a favor dos rendimentos do capital e em detrimento dos rendimentos do trabalho.
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Acompanhe aqui uma rápida entrevista com Philip Mirowski sobre o porquê da existência de um prêmio Nobel em Economia. Mirowski acaba de receber financiamento do INET para estudar epistemologia individual dentro da ciência econômica, com foco na criação e nas consequências do prêmio Nobel em economia. O prêmio Nobel define grandes realizações em economia e valida a autoridade científica da disciplina. Entretanto, historicamente a criação do prêmio foi resultado de um conflito político interno da Suécia no qual o Banco da Suécia buscava formas de se libertar do controle público. Ou seja, o que era uma tentativa do Banco da Suécia de garantir sua independência política acabou por elevar a teoria neoclássica ao status de mainstream econômico.
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Issue 119 | September 5, 2011
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A teoria econômica convencional sempre ressaltou as benesses da competição capitalista. A livre concorrência seria benéfica tanto para o progresso tecnológico quanto para a queda nos preços e custos de produção. Entretanto, quando se trata da produção de conhecimento o discurso muda radicalmente. Sem monopólios não há inovação, afirmam os mesmos economistas que defendem a competição. O conhecimento pode ser livremente copiado e, sem proteções via patentes e direitos autorais, sua produção seria quase nula. O paradoxo entre uma teoria que defende a competição dos livres mercados e a teoria que defende a existência de monopólios intelectuais está longe de ser resolvido. Veja aqui um interessante estudo estatístico mostrando como a indústria farmacêutica nos EUA aufere super-lucros permanentes, evidenciando a existência de rendas de monopólio para empresas que investem mais em marketing do que em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos.
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Dando continuidade à sequência de artigos sobre a financeirização da economia norte-americana, apresento agora três medidas que mostram a expansão das atividades financeiras, a financeirização de empresas não-financeiras e o aumento da lucratividade das finanças. Os dados foram computados por Gérard Duménil e Dominique Lévy, e mostram que há uma clara mudança de regime institucional e econômico no pós-1970 nos EUA.
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Hayek e Keynes sempre foram caracterizados como teóricos opostos. No linguajar comum, Hayek foi associado com a ideia de deixar o mercado se auto-corrigir. Já Keynes foi associado com intervenção estatal e políticas anti-cíclicas. Entretanto, uma análise mais cuidadosa dos escritos destes autores revela uma realidade muito diferente e bem mais complexa. O linguajar comum, desafortunadamente, oculta o que há de melhor nas ideias de Hayek e Keynes.
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O debate teórico sobre as causas da financeirização dos EUA torna-se mais intenso e interessante a cada momento. Não há dúvidas de que a economia norte-americana passou por mudanças radicais nos últimos trinta anos. Além das políticas neo-liberais e neo-conservadoras, os EUA ainda enfrentam as consequências da nova dinâmica financeira. O interessante é saber o porquê dos problemas econômicos atuais. Neste breve artigo apresento resumidamente duas teses marxistas sobre a origem do processo de financeirização norte-americano.
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O que hoje chamamos de financeirização possui diversas dimensões, entre elas a crescente importância quantitativa e qualitativa dos investimentos financeiros sobre a acumulação de capital. Dois fatores chaves para o surgimento do atual cenário econômico foram a desregulamentação das atividades financeiras desde 1973 nos EUA e a criação do chamado mercado de controle corporativo. A teoria econômica ortodoxa afirma que tais fatores contribuiriam para o aumento da eficiência na gestão das empresas, reduzindo substancialmente os conflitos entre acionistas e gerentes. Entretanto, o processo de financeirização também contribuiu para dificultar a acumulação produtiva. O estudo micro-econométrico de Ozgur Ohangazi evidencia que a financeirização nos EUA afetou negativamente a acumulação de capital produtivo.
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Issue 118 | August 15, 2011
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A editora Navegando disponibiliza gratuitamente edições em português de algumas obras famosas na tradição marxista. Já são três os títulos disponíveis online: V. I. Lenin: O imperialismo, etapa superior do capitalismo; V. I. Lenin: O Estado e a Revolução; e K. Marx e F. Engels: Textos sobre educação e ensino. Clique nos links para acessar os e-books.
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O século XXI está fortemente marcado pela crescente importância do setor de serviços e por evidências de desindustrialização em países mais avançados economicamente. Qual seria então o papel da manufatura no cenário econômico deste novo século? Teria a manufatura perdido sua centralidade em uma suposta era “pós-industrial”? A experiência asiática sugere o contrário. Em um excelente texto, aque reproduzido na íntegra, o economista Ha-Joon Chang argumenta que a manufatura segue tendo papel central mesmo em países em que o setor de serviços domina na geração de empregos. Não deixe de conferir.
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