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Arquivo para a categoria ‘Economia e Política no Mundo’

A Batalha de Argel e o Colonialismo Francês

28 maio, 2013 Deixe um comentário

A Batalha de Argel é a grande obra do diretor italiano Gillo Pontecorvo que documenta a luta dos rebeldes muçulmanos pela libertação da Argélia da colonização francesa. A trama se passa na capital Argel durante a guerra de independência que durou de 1954 a 1962, quando finalmente as tropas da França deixaram a região no norte da África. Pontecorvo foca nos anos entre 1954 e 1957, período no qual o movimento independentista ganhou força no bairro Casbah através das táticas de guerrilha urbana da Frente de Libertação Nacional (FLN), então reprimida fortemente pelos paramilitares franceses. Ainda que tenha sido derrotado, o movimento urbano desencadearia uma onda de conscientização e radicalização popular que levaria aos grandes confrontos de 1961 e posterior derrota do colonialismo francês em 1962. Um dos filmes mais influente de todos os tempos, A Batalha de Argel é um clássico do cinema crítico que imortalizou a subversão urbana contra o colonialismo europeu.

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Por Que os Livros-Texto São Tão Caros? E o Que Fazer Sobre Isso

22 maio, 2013 Deixe um comentário

Todo estudante de graduação se pergunta por que os livros-texto escolhidos pelos professores são tão caros. O problema persiste até mesmo na pós-graduação. Os dados sobre inflação de preços ao consumidor final revelam uma realidade assustadora. No caso dos EUA, a inflação do preços de livros-texto foi de 820% de 1978 a 2012, muito acima dos 250% de aumento registrado no índice geral de preços ao consumidor. Os alunos têm, portanto, plena razão ao reclamar pelo que pagam para estudar. Para se ter uma ideia do que vem ocorrendo, a tão falada bolha no mercado imobiliário dos EUA resultou em um aumento de preços na ordem de 325% para novas moradias. A “bolha” no mercado de livros-texto foi, portanto, quase três vezes maior.

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Sobre os Recentes Desabamentos em Bangladesh

20 maio, 2013 1 comentário

A grande mídia relatou mundo afora o recente desabamento de uma grande fábrica de roupas em Bangladesh. Me refiro ao edifício Rana Plaza localizado nas cercanias de Dhaka. Com mais de mil mortos e dois mil hospitalizados desde o 24 de abril, este colapso foi o pior na história da manufatura de Bangladesh. A grande mídia foi também rápida em encontrar no governo e na corrupção o culpado pela tragédia. Com a rapidez acrítica que lhes caracteriza, os jornais mundo afora rapidamente repercutiram a conclusão de que foram servidores públicos corruptos os causadores de tantas mortes. Claro, nada melhor do que usar uma tragédia causada pela competição global entre capitalistas para atacar o governo e culpar a corrupção de alguns poucos indivíduos.

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Genes Patenteados – Parte II

3 maio, 2013 Deixe um comentário

O patenteamento do código genético caminha a passos largos. Algo que era impensável anos atrás, hoje avança com histórica rapidez. A proteção legal promovida pelas patentes nunca havia sido pensada para também incorporar organismos vivos. Todas as patentes até os anos 1990 eram patentes sobre materiais inorgânicos, que não têm capacidade de auto-replicação. Mas o crescente lobby das grandes corporações conseguiu o impensável: patentear o DNA. A Monsanto foi umas das pioneiras. O que começou com a produção de novos agrotóxicos logo se expandiu para a monopolização do genoma. Os capitalistas perceberam que os grandes lucros estavam na monopolização da auto-replicação. Dessa forma, a patente se estenderia também para as subsequentes proles. Ainda que a semente desaparecesse, o DNA continuaria se auto-replicando e, assim, gerando contínuas rendas de monopólio. Pior ainda, a fertilização cruzada pelo ar levaria os genes patenteados para os campos de outros fazendeiros, que então passariam a sofrer com os custos dos processos em tribunais movidos pela Monsanto. Este é o futuro que se desenha para a agricultura no mundo, uma agricultura que produz alimento para alimentar os lucros. O fato trágico é que a número de famintos no mundo vem aumentando juntamente à crescente monopolização do DNA das sementes. A nova tecnologia está aumentando, e não reduzindo, o preço dos alimentos.

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A Primeira Guerra Global e o Nacionalismo

14 abril, 2013 Deixe um comentário

A primeira guerra mundial, que durou de 1914 a 1918, foi o primeiro confronto capitalista em escala global. As causas certamente foram várias, mas não há como negar que a busca por lucros não tenha tido papel central. O confronto envolveu não somente os antigos impérios como também as colônias que controlavam, entra elas colônias na África, no Oriente Médio, na China e no oceano pacífico. Uma verdadeira guerra pelo controle do mundo, comandada pelos capitalistas e pelos generais, mas que foi de fato lutada pelos trabalhadores. Estes mesmos trabalhadores, que em seus respectivos países são explorados pelos capitalistas, são então enviados a lutar em uma guerra criada pelos próprios patrões. Além de já serem explorados, tiveram que dar suas vidas por aqueles que os exploravam. E os exploradores mesmos nunca tocaram os campos de batalha. Conflitos de classe ocultos pelo manto do nacionalismo.

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Democracia no Trabalho como Cura para o Capitalismo – Parte II

23 março, 2013 Deixe um comentário

Dando prosseguimento à primeira entrevista no programa Moyers & Company, o professor Richard Wolff retorna para uma segunda rodada a fim de melhor explicar o seu projeto de democratizar por dentro as empresas nas quais trabalhamos. Wolff aproveitou a oportunidade, que foi ao ar em cadeia nacional pela PBS norte-americana, para explicar quais são as diferenças entre uma empresa capitalista, na qual as decisões são tomadas de cima para baixo, e uma empresa dirigida pelos seus próprios funcionários, na qual as decisões são tomadas de baixo para cima de forma cooperativa. A origem da desigualdade de renda, hoje crescente em países desenvolvidos e subdesenvolvidos, está na estrutura hierarquizada das empresas. Se os malefícios do capitalismo devem ser superados, a prática da democracia precisar então abarcar as relações sociais dentro do local de trabalho. O aspecto mais negativo do capitalismo, afirma Wolff, advém do fato das empresas capitalistas serem organizações hierárquicas fortemente anti-democráticas. A superação do capitalismo passa, portanto, pela democratização do local de trabalho.

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China: 100 Anos de Revoluções

13 março, 2013 Deixe um comentário

Desde 1911 a China passou por diversas fases de grandes alterações políticas e econômicas. Em 1911 os revolucionários republicanos derrubaram de vez a monarquia e instauraram a primeira república chinesa. Anos mais tarde, nacionalistas e comunistas deram início a uma longa e sangrenta guerra civil pelo controle do país, em meio à também invasão e tentativa de colonização japonesa. A consequente vitória dos maoístas em 1949 abriria então uma nova fase de desenvolvimento econômico assentado no planejamento centralizado, na liderança carismática e incontestável de Mao Tse-Tung e na implementação de políticas socialistas através de uma estrutura hierarquizada pelo partido comunista chinês. Mas o grande líder camponês também viria a ter seus altos e baixos. Com todo o apoio popular que ganhou com a longa marcha dos anos 1940, Mao levou o povo chinês ao desastre de proporções históricas da revolução cultural, culminando com a morte por fome de aproximadamente 25 milhões de chineses. Com seu falecimento em 1976 e a ascensão de Deng Xiaoping ao comando do partido, a China entraria em uma nova fase de grandes mudanças econômicas e culturais. Xiaoping introduziu novas políticas de cunho capitalista e ganhou apoio popular com a revigoração da agricultura e da pecuária. As reformas e os novos incentivos econômicos propostos nos pós-1980 levariam a China a um período de rápido desenvolvimento com grandes investimento estatais e com o estreitamento das relações com as potências ocidentais. Com o crescimento da desigualdade social e com as crescentes pressões por liberdade de expressão, Xiaoping se viu envolto em levantes populares que já não mais podia controlar. A china do século XX foi, assim, um país de grandes batalhas e cenário de acontecimentos que marcaram o mundo moderno. Acompanhe aqui na íntegra o documentário “China: Um Século de Revoluções” que narra esses grandes feitos do povo chinês desde 1911.

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A Ascensão dos Drones

24 fevereiro, 2013 Deixe um comentário

Recentes avanços tecnológicos permitem que veículos aéreos não tripulados realizem ataques militares planejados eletronica e remotamente.   Entramos em uma nova era de robôs capazes de automatizarem múltiplas funções simultaneamente, em escala que já ultrapassa em muito a capacidade de cálculo do cérebro humano. O que antes permanecia restrito aos filmes de ficção científica agora já é colocado em uso recorrente por forças militares. De acordo com especialistas, a tecnologia que hoje o exército dos EUA controla é equivalente ao monomotor introduzido na primeira guerra mundial. Ou seja, o grande e verdadeiro avanço ainda está por vir nos próximos anos. Para se ter uma ideia, existem agora mesmo nos EUA mais pilotos de veículos não tripulados sendo treinados do que todos os tradicionais pilotos somados. De espionagem a ataques aéreos, as novas tecnologia introduzidas abrem a caixa de Pandora dos robôs autônomos e veículos auto-controlados. Vários destes já se encontram em fase de testes e em breve serão colocados em prática para fins que vão desde ações humanitárias até invasões sigilosas a outros países. Confira aqui o documentário recentemente produzido pela PBS norte-americana que revela fatos impressionantes das novas tecnologias que já foram implantadas bem como das que ainda estão em fase de desenvolvimento.

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Nem Regulação, Nem Austeridade: Democracia no Trabalho como Cura para o Capitalismo

23 fevereiro, 2013 Deixe um comentário

A solução para a crise econômica atual não é nem a regulação desejada pelos keynesianos, nem a austeridade desejada pelos monetaristas de plantão. A desigualdade social que segue crescendo nos países ricos somente pode ser curada de forma definitiva se houver democracia no trabalho. Enquanto houver hierarquia dentro das grandes corporações, não haverá justiça social. Esta é a opinião de Richard Wolff, entrevistado no popular programa de televisão Moyers & Company, comandado pelo jornalista Bill Moyers. Wolff discutiu as causas do aumento histórico na desigualdade social e afirmou ser esta uma característica do sistema capitalista, a qual não pode ser remediada com política pontuais senão com a própria superação do sistema. O desafio que temos neste início de século é colocar o sistema produtivo no centro do debate.

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Noam Chomsky no Roda Viva

17 fevereiro, 2013 Deixe um comentário

Em 1996 o professor Noam Chomsky foi entrevistado no programa Roda Viva da TV Cultura. Sempre provocador e muito inteligente, Chomsky falou sobre capitalismo, imperialismo e socialismo no mundo afora. Especialista em linguagem, comunicação e mídia, o professor do MIT não poupou críticas à falta de democracia nas estruturas hierárquicas das corporações privadas e do estado na atualidade. Com referências diretas ao Brasil e à América Latina, afirmou ser a Guerra Fria não um conflito entre EUA e Rússia mas sim um conflito entre Norte e Sul. O império soviético foi somente uma desculpa ideológica temporária, assim como se faz hoje com o islã, para que os ricos pudessem declarar uma guerra econômica contra os pobres. Não deixe de conferir na íntegra esta interessante entrevista.

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Os Minérios do Afeganistão

5 fevereiro, 2013 Deixe um comentário

Para deixar claro que os EUA não invadiram o Afeganistão a fim de “expandir a democracia” no mundo, nada melhor do que ouvir as próprias palavras do general Petraeus, que comandou na linha de frente as tropas norte-americanas. Em recente entrevista, o general afirma categoricamente que o Afeganistão possui riquezas minerais no valor de trilhões de dólares, mas que as corporações dos EUA somente podem delas se aproveitar se houver a devida segurança militar que garanta o retorno dos investimentos.

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Finanças, Drogas, Austeridade Fiscal e o Mercado Global

19 dezembro, 2012 Deixe um comentário

“When politicians, economists, and other refer to “financial markets,” they are in actuality referring to the “super-entity” of corporate-financial institutions which dominate, collectively, the global economy. For example, the role of financial markets in the debt crisis ravaging Europe over the past two years is often referred to as “market discipline,” with financial markets speculating against the ability of nations to repay their debt or interest, of credit ratings agencies downgrading the credit-worthiness of nations, of higher yields on sovereign bonds (higher interest on government debt), and plunging the country deeper into crisis, thus forcing its political class to impose austerity and structural adjustment measures in order to restore “market confidence.” This process is called “market discipline,” but is more accurately, “financial terrorism” or “market warfare,” with the term “market” referring specifically to the “super-entity.” Whatever you call it, market discipline is ultimately a euphemism for class war.” - Andrew Gavin Marshall

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The Commanding Heights – A Batalha Pela Economia Mundial

14 dezembro, 2012 Deixe um comentário

Assista aqui no Marx21 aos três capítulos da excelente série produzida pela PBS norte-americana sobre as teorias e práticas que mais influenciaram o alto poder no século XX e começo do século XXI. Dividido em três partes de duas horas cada, o documentário intitulado The Commanding Heights, ou Alto Comando, mostra de forma muito interessante a batalha entre os ideais de Keynes, Hayek e Marx e como os políticos do século XX e XXI incorporaram suas doutrinas. Baseado no livro homônimo de Daniel Yergin e Joseph Stanislaw, Commanding Heights documenta a batalha pela economia mundial entre diferentes sistemas econômicos baseados em mercados, planejamento centralizado e comunismo. O objetivo central é elucidar com a globalização, o comércio mundial, o desenvolvimento econômico, os valores e as teorias co-evoluíram nas últimas décadas para determinar o estado atual da economia global. Não deixe de conferir.

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Capitalismo e Estado

11 dezembro, 2012 Deixe um comentário

O cientista político Leo Panitch, também conhecido por suas teses marxistas acerca do imperialismo no século XXI, preparou uma apresentação audiovisual para o jornal britânico The Guardian. O foco principal da apresentação foi mostrar como os Estados-Nação tiveram papel central na condução das crises econômicas ao longo do século XX e começo do século XXI. Panitch faz um resumo de importantes acontecimentos nos EUA e Europa desde a crise de 1907 em Nova Iorque, e propõe a tese de que o Estado foi muito mais um condutor do que uma vítima das últimas crises do capitalismo. Acompanhe aqui o vídeo na íntegra.

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A Sexta-Feira Negra e o Consumidor Racional

24 novembro, 2012 Deixe um comentário

A Sexta-Feira Negra fornece uma ótima maneira de observarmos como os consumidores racionais equalizam as suas subjetivas taxas marginais de substituição (TMS) com os novos preços relativos do mercado. Dê uma olhada para ver quão racionais eles são. Ambos efeitos substituição e riqueza estão operando. E além de ser uma alocação deveras competitiva, é também Pareto-eficiente, dado que há um evidente conflito distributivo. A única falha de mercado ocorre quanto a irracionalidade dos seguranças dos estabelecimentos entra em ação para bloquear o processo de alocação eficiente. Na quinta-feira, dia de Ação de Graças, eles agradecem a Deus pelo tanto que têm. Na sexta-feira eles precisam comprar mais.

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A Questão Curda no Oriente Médio

15 novembro, 2012 Deixe um comentário

O número de presos políticos curdos na Turquia que estão em greve de fome desde 12 de setembro de 2012 já alcança a cifra dos 10.000. Desde 10 de novembro de 2012, 7 parlamentares curdos, o prefeito de Diayarbakır e diversos civis também aderiram à greve de fome. Os grevistas exigem em primeiro lugar que o governo turco e o líder curdo Abdullah Öcalan, mantido em prisão, iniciem negociações de paz para acabar com a guerra causada pela opressão dos curdos e pela negação de seus direitos e que já tomou 40.000 vidas ao longo de 30 anos. Abdullah Öcalan tem sido mantido em confinamento isolado em uma ilha por 16 meses sem acesso a visitas, inclusive de seus advogados. A segunda exigência dos grevistas é o direito à educação e defesa legal de sua lingua mãe (curdo), um direito negado pelo governo turco. Muitos dos presos políticos não podem se defender nos tribunais há três anos porque não se permite que eles falem em curdo. Convidamos o governo turco a tomar ações imediatas para atender a essas demandas e criar as condições para a paz antes que alguém perca sua vida. Acreditamos que uma ação por parte do governo turco irá contribuir enormemente para a paz no Oriente Médio durante um período de grande estabilidade na região. Convidamos todo o mundo a estimular a resolução do problema curdo na Turquia através de meios democráticos e pacíficos.

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Os Homens que Quebraram o Mundo

9 outubro, 2012 Deixe um comentário

Acompanhe aqui na íntegra a primeira parte do documentário “The Men Who Crashed the World” produzido pela rede AlJazeera norte-americana. A investigação relata os bastidores da crise que se iniciou em 2007 nos EUA e que em seguida se alastrou rapidamente pelo mundo. O roteiro revela novas informações sobre as negociações a portas fechadas, sobre como as autoridades contornaram a situação e sobre como os envolvidos atuaram perante à iminente derrocada financeira. Autoridades em vários países são entrevistadas e revelam como a magnitude do problema foi bem maior do que o relatado inicialmente pela mídia afora. Este é o primeiro de uma série de 4 episódios.

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O Paradoxo Hugo Chávez

8 outubro, 2012 Deixe um comentário

Hugo Chávez acaba de ganhar mais uma eleição presidencial na Venezuela e se mantém no poder por mais 6 anos. Desde o fracassado golpe de 1992 e sua primeira e vitoriosa eleição em 1998, Chávez sempre foi e continuará sendo uma figura pública extremamente paradoxal. Reúne em si mesmo características de um reformador radical de esquerda, mas que transformou o exercício do poder em algo altamente personalista. A Venezuela foi o país que mais reduziu seus níveis de pobreza e o país que mais melhorou sua classificação no coeficiente de Gini, fato reconhecido pelas próprias Nações Unidas. Chávez tirou a Venezuela das mãos das elites do chamado acordo de Punto Fijo e levou o país ao estrelato na mídia internacional. Seu desafio continua sendo o de encabeçar mais avanços econômicos e democráticos para seu país ao mesmo tempo em que evita as armadilhas do personalismo excessivo.

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O Outono Norte-Americano

3 setembro, 2012 Deixe um comentário

Gravado entre 2010 e janeiro de 2012 nas linhas de frente do movimento Occupy em New York, Boston e Washington, o documentário “American Autumn: An Occudoc” nos brinda com uma perspectiva do bojo dos mais recentes eventos. Diversas entrevistas com organizadores e com pessoas que fizeram a linha de ataque deste novo movimento social norte-americano fazem deste documentário, dirigido e escrito por Dennis Trainor Jr, um real relato da infantaria daqueles que não se contentam mais com as crescente desigualdades do mundo neoliberal. O diretor também aproveita para rechear seus relatos com estatísticas interessantes sobre evolução do capitalismo nos EUA. Acompanhe aqui o vídeo na íntegra.

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Julian e Rafael – Consenso sem Washington?

24 agosto, 2012 Deixe um comentário

A ascensão de governos mais à esquerda do espectro político na América Latina tem representado um desafio ao chamado Consenso de Washington. Governos mais progressistas desarticularam o plano da ALCA e agora avançam na corrida pela propaganda ideológica. Em países latino-americanos, a mídia tem sido historicamente controlada pelo capital privado e pelos seus interesses bem demarcados. Em alguns casos, canais de notícias lograram orquestrar tentativas de golpes de estado. Um destes exemplos é o nosso vizinho Equador, sob a presidência de Rafael Correa. Correa tem enfrentado forte oposição midiática, a exemplo de seus correlatos Cristina Kirshner, Lula, Mujica, Morales e o já deposto Lugo, mas ainda mantem-se no poder com amplo apoio popular. Acompanhe aqui uma interessante entrevista de Rafael Correa para o programa organizado por Julian Assange, gravado em maio de 2012, antes deste último adentrar a embaixada do Equador em Londres. A gravação foi feita para o programa The World Tomorrow do canal de TV russo RT.

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Wolff e Harvey Discutem Cara a Cara o Futuro do Capitalismo

31 julho, 2012 Deixe um comentário

O mundo realmente está mudando. No dia 26 de julho de 2012 os professores marxistas Richard Wolff e David Harvey foram convidados a discutir capitalismo e socialismo no principal canal de TV aberta dos EUA. O evento se deu no programa de entrevistas de Charlie Rose, um dos âncoras da PBS norte-americana. A PBS é um canal aberto e de amplo público que agora resolveu entrar na discussão sobre o futuro econômico dos EUA. O tema do debate ficou em torno dos desdobramentos da crise, tópico este que ainda esbarra em relações de poder e tabus que impedem uma discussão aprofundada sobre as assimetrias na produção e distribuição da riqueza social. Harvey enfatizou aspectos geográficos da luta contra o sistema enquanto que Wolff procurou situar a questão no que ocorre dentro das empresas. Não deixe de conferir aqui o vídeo na íntegra.

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China Avança Ainda Mais Sobre a África

25 julho, 2012 Deixe um comentário

O presidente chinês Hu Jintao acaba de anunciar um pacote de empréstimos no valor de mais de 20 bilhões de dólares para países africanos. O montante deve ser pago ao longo dos próximos três anos. O novo empréstimo representa o dobro do que o governo de Beijing havia prometido. As relações entre China e África se estreitam em um momento em que o país asiático busca novas fontes de energia e minérios para a sua industrialização. Concomitantemente, países africanos buscam novas fontes de recursos financeiros que não tenham as imposições contratuais desfavoráveis que caracterizaram os empréstimos vindos do ocidente. De forma favorável ao países africanos, as relações com a China ocorrem em condições melhores do que aquelas com EUA e Europa. Mas também despertam novas preocupações sobre o colonialismo econômico no século XXI. A análise é do professor Léonce Ndikumana.

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Entrevista com Ozgur Orhangazi sobre a Financeirização dos EUA

18 julho, 2012 Deixe um comentário

Em recente entrevista para o programa de rádio de Ian Masters, o economista Ozgur Orhangazi analisou o crescimento e a dinâmica atual das atividades financeiras nos EUA. Autor de artigos sobre o tema, bem como do livro “Financialization of the U.S. Economy”, Orhangazi descreve de maneira interessante como foi possível às finanças abocanharem parcela crescente da renda nacional. A chamada financeirização da economia norte-americana certamente está conectada com o gradual outsourcing da produção dos EUA para países asiáticos, bem como com a estagnação dos salários reais desde os anos 1970. Remuneração baixa dos salários, perda de empresas manufatureiras e a precarização das leis trabalhistas conjuraram para o endividamento exponencial das famílias, que além de receberem baixos salários, tiveram que enfrentar crescente dívidas pessoais para manter o padrão de vida. Movimento similar foi também observado nas relações entre indústria e finança, através das quais o sistema financeiro deixou de ser um canalizador de recursos para passar a ser, em termos líquidos, um recebedor de recursos. Não deixe de conferir.

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A Austeridade é o Objetivo: O Método do Banco Central Europeu

2 julho, 2012 1 comentário

Austeridade, austeridade, austeridade. Muitos ainda preferem afirmar que as severas políticas europeias são irracionais ou inconsequentes. Mas quando a austeridade é aplicada seguidamente por vários anos, não seria de se perguntar se não é a austeridade a política que de fato buscam as autoridades na  zona do euro? Economistas keynesianos insistem em afirmar com contundência que não há crescimento econômico com austeridade. Mas quem garante que o objetivo é o crescimento econômico? Temos demasiadas evidências para crer que a meta real das autoridades europeias é a explícita redução da renda destinada aos trabalhadores. A crise foi a oportunidade histórica única para pôr em marcha a agenda política da classe capitalista europeia e, assim, revogar as conquistas da social democracia. A estabilização dos mercados das dívidas nacionais se converteu em moeda de troca do Banco Central Europeu para compensar aqueles que aprofundarem as reformas estruturais, para aqueles que de fato investirem recursos políticos impopulares para aumentar as taxas de lucro às custas do direitos trabalhistas. Interessante é ver também como um banco central pode exercer funções de redução salarial e influir diretamente na dinâmica das disputas sindicais. A austeridade não é um devaneio neoclássico, como afirmam os keynesianos. A austeridade é o objetivo correto, quando o que se tem como meta é a redistribuição da renda nacional em favor dos capitalistas. A análise é do economista Josh Mason.

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Edward Wolff e a Trajetória Histórica da Desigualdade de Renda nos EUA

15 maio, 2012 Deixe um comentário

Harold Hudson entrevista o professor Edward Wolff em seu programa “Conversations”. Originalmente aluno de Wassily Leontieff em Harvard, Wolff é hoje um dos maiores especialistas no mundo em distribuição de renda, desigualdade, e matrizes insumo-produto. Wolff também contribuiu enormemente para transformar as contas nacionais em categorias marxistas. Seu trabalho de 1987 intitulado “Growth, Accumulation, and Unproductive Activity” foi a obra que inspirou o livro “Measuring the Wealth of Nations” de Shaikh e Tonak, escrito em 1994. Nesta interessante entrevista gravada em março de 2000, o professor discute a trajetória histórica da distribuição de renda entre trabalho e capital nos EUA. Wolff também foi um dos primeiros economistas a medir e a indicar os futuros problemas causados pela crescente desigualdade de renda. Edward Wolff já havia calculado há mais de 20 anos o que hoje em 2012 discutimos sobre polarização entre trabalho e capital, antecipando em grande medida os rumos atuais da economia norte-americana.

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