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Os Impasses do Lulismo: Capitalismo e Classes Sociais no Brasil
“Há indicadores fortes de desindustrialização no do país. Eu percebo que apesar de todo o esforço que o governo tem feito, tanto os governos de Lula, quanto o governo Dilma, são governos preocupados com esse assunto – é bastante difícil de reverter esse processo. Por condições gerais do capitalismo global, em que a corrida tecnológica é muito rápida e é necessário o investimento de um grande montante de capital para tentar se equiparar, é difícil para um país na situação do Brasil dar esse salto, por conta de suas características estruturais. Ao mesmo tempo, esse não é o projeto do capital financeiro no Brasil. O projeto do capital financeiro não é reindustrializar o país, fazer o Brasil ser um paás que participe da primeira divisão dos países produtores de alta tecnologia e de alto valor agregado. Embora, obviamente, esse projeto seja de alto interesse dos industriais brasileiros, a coalizão rentista é muito poderosa, e, apesar de toda a classe trabalhadora organizada e hoje associada ao capital industrial nessa tentativa de recuperar o tempo perdido, a correlação de forças é bem complicada para tentar dar esse salto. Qual é a importância dessa questão para a classe trabalhadora? Se tivéssemos uma reindustrialização do país, teríamos uma classe trabalhadora diferente, e as perspectivas do próprio novo proletariado seriam outras. Nós teríamos à disposição um maior número de bons empregos para os novos proletários que já vem com uma escolaridade mais alta e cujos filhos deverão ter uma escolaridade mais alta ainda. Estamos vendo um acesso significativamente maior ao ensino superior e isso deverá continuar se o lulismo continuar. E isso significa que teremos uma massa de pessoas com um diploma procurando empregos compatíveis com certas aspirações, inclusive de natureza cultural, que podem não ter equivalência no mercado de trabalho real, porque esses empregos dependem, justamente, do que eu estou chamando de reindustrialização. Essa massa de pessoas se formando em escolaridade mais alta sem encontrar uma colocação adequada pode gerar uma contradição social importante. Por isso, que eu digo que do futuro dessa coalizão rentista com essa coalizão produtivista, depende uma série de coisas importantes, daqui pra frente. [...] há uma ampla produção de postos de trabalho que, por circunstancias ainda não esclarecidas, não diminuiu apesar da baixa do crescimento nesses dois primeiros anos do governo Dilma, o que é ótimo, mas tendem a ser empregos de baixa remuneração e de alta rotatividade. Portanto, não são os tais bons empregos que a reindustrialização poderia vir a produzir. É claro que é melhor do que a não formalização, mas começa a acentuar as contradições relativas, justamente, à precariedade desses empregos.” – André Singer
Dilma, Mantega e The Economist
O recente artigo da revista The Eonomist sobre a economia brasileira sob a presidência de Dilma tem circulado largamente pelos meios sociais. A política da equipe econômica de fato deixou a desejar ao implementar um fiscalismo em má hora, especialmente em face ao cenário global de recessão nos países mais ricos. Mas ainda que o Brasil tenha tido uma trajetória de crescimento muito abaixo do desejado, a solução proposta pela dita revista é um evidente chamado ao receituário neoliberal.
Fernando Haddad

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O conservadorismo da direita paulistana tem monopolizado a política em nossa cidade e nosso estado nos últimos 20 anos. Mas neste domingo São Paulo pode passar por uma mudança.
Ricardo Antunes no Roda-Viva: O Mundo do Trabalho no Século XXI
O Roda Viva recebeu, no dia 3 de setembro, Ricardo Antunes, um dos mais destacados sociólogos marxistas da atualidade, cujos estudos se direcionam para o tema trabalho e suas novas formas de relação dentro do mundo capitalista contemporâneo. Com as mudanças relativamente recentes no sistema de trabalho, que vão desde a terceirização de serviços, o aumento na procura pelos concursos públicos, a contratação de PJs, o trabalho por tarefa até o uso de celulares e e-mails no trabalho, Ricardo analisou as transformações ocorridas nesse universo e as consequentes implicações nos planos social e político.
O Futuro da América Latina no Século XXI: Uma Entrevista com Marta Harnecker
Ela se define como “educadora popular” marxista-leninista. Chilena, foi discípula do filósofo Louis Althusser, líder estudantil católica e integrante do governo socialista de Salvador Allende. Casou-se com um dos comandantes da revolução cubana (Manuel Piñeiro, o Barba Roja) e nos anos 2000 virou conselheira de Hugo Chávez. Marta Harnecker conta que escreveu mais de 80 livros. O mais conhecido, “Conceitos Elementares do Materialismo Histórico”, dos anos 1960, vendeu mais de 1 milhão de exemplares e está na 67ª edição. Aos 75 anos, viaja pela América Latina e se diz otimista: os EUA já não fazem o querem na região e o conceito de soberania cresceu. Hoje morando em Vancouver (Canadá), ela considera Chávez um “líder revolucionário fundamental”, mas uma “pessoa contraditória”: “Ele é um militar que crê na participação popular. O importante é ver o fruto dessa coisa”. A Venezuela é o país menos desigual do continente.A Ascensão Conservadora em São Paulo
Confira aqui a gravação do debate realizado no dia 28 de agosto de 2012 na USP cuja proposta central foi analisar a recente ascensão conservadora na cidade de São Paulo. O debate contou com a participação de André Singer, Marilena Chauí, Vladimir Safatle, Ricardo Musse e com as perguntas da plateia. Os debatedores discutiram temas como a violência da classe média paulistana, a ascensão do evangelismo, a mercantilização da vida pública, a expansão dos espaços privados e o neoliberalismo conjugado ao proto-fascismo paulistano, entre outros temas. Não deixe de conferir esta importante discussão acerca dos aspectos culturais, econômicos e sociais que permeiam a cidade de São Paulo.
Políticos São os Maiores Latifundiários do Brasil

Como os políticos conquistam o território brasileiro? O jornalista Alceu Luís Castilho passou três anos pesquisando quase 13 mil declarações de bens de políticos eleitos entregues ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O resultado é um mapeamento preciso dos políticos donos de terra no Brasil, recheado de histórias surpreendentes de quem são, quanto têm e como agem esses proprietários ávidos pelo poder. Leitura fundamental para os cidadãos brasileiros. Particularmente, os eleitores.
A Desaceleração Rudimentar da Economia Brasileira desde 2011
A economia brasileira experimentou na segunda metade dos anos 2000 um período de crescimento mais rápido, inflação controlada e uma melhora na distribuição de renda e redução da pobreza devido a uma grande mudança nas condições externas aliada a uma mudança pequena, mas muito importante, na orientação da política macroeconômica interna. A média de crescimento do PIB no período 2004-2010 foi de 4,5%, pouco mais do dobro do observado no período 1995-2003. Porém, a partir de 2011, vem ocorrendo uma desaceleração do crescimento econômico, em que a taxa de 7,5% em 2010 foi progressivamente se reduzindo a cada trimestre, atingido 2,7% para o ano de 2011 como um todo. Ao que tudo indica o crescimento do PIB deve ser menor ainda em 2012. Ao contrário do que ocorreu no período de 2004-2010, a recente redução drástica da taxa de crescimento da economia brasileira se deveu relativamente mais a mudanças na condução da política macroeconômica interna do que às mudanças na situação externa. A análise é de Franklin Serrano e Ricardo Summa.
O Pai Nosso e o FMI
Você sabia que o Pai Nosso, ou Oração do Senhor da Igreja Católica, foi alterado após a crise da dívida da América Latina nos anos 1980? Sim, isso mesmo. Depois das “reformas estruturais” impostas pelos FMI, e o arranjo que impediu uma moratória generalizada da dívida externa latino-americana, o Pai Nosso do cristianismo foi subitamente modificado. De “perdoai as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores” passou-se a ”perdoai as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Que sutileza, não é mesmo? Em lugar de perdoar dívidas, o que implicaria um moratória, passamos a perdoar somente ofensas, mas não mais as dívidas! Este fato remonta ao estudo antropológico de David Graeber em seu recente livro “Debt: The First 5,000 Years” em que ele mostra que o FMI foi a primeira organização na história da humanidade que impediu uma moratória do devedor. Graber afirma que a nossa história foi dominada por episódios em que o credor perdoava o devedor. A palavra “liberdade” foi inclusive cunhada originalmente para denotar a liberação de uma pessoa de suas dívidas. Liberdade significava, em sua origem histórica, liberdade de dívidas. Os credores hoje, afirma Graeber, conseguiram inverter uma relação milenar e assim impor a impossibilidade da moratória pelo devedor.
Do Crescimento com Lula à Estagnação com Dilma
O ciclo econômico positivo originado durante o governo Lula agora se desfaz com o governo Dilma. Do boom das exportações de commodities, dos aumentos dos salário mínimo, da redução da pobreza, do aumento do consumo das famílias e do aumento dos gastos do governo, vivemos agora a reversão completa com políticas de fortes cortes de gastos públicos e falta de reajustes a servidores federais. Conjugada à crise mundial, as políticas econômicas adotadas por Dilma vão na contramão do crescimento brasileiro. Em lugar de estimular a demanda, o governo atual preferiu optar erroneamente pela austeridade nos gastos públicos. Como medidas emergenciais, Dilma agora adota políticas para atuar no lado do barateamento do crédito e da desoneração da folha de salários, sem maiores preocupações com a demanda agregada. O declínio constante do PIB brasileiro não esconde as opções de Dilma. A análise é de Ricardo Summa.
Chico de Oliveira no Roda-Viva
O professor emérito da USP Chico de Oliveira falou de política, economia mundial e eleições no Brasil no centro do programa Roda Viva no dia 2 de julho de 2012. Um dos fundadores do PT, Chico de Oliveira abandonou o partido em 2003. Fez parte do grupo de dissidentes que ajudou a criar o PSOL, com o qual também viria a romper. Autor de diversos livros, foi premiado com um Jabuti em 2004, pela obra Crítica a Razão Dualista – O Ornitorrinco. Para o professor, “O ornitorrinco é um fracasso de Darwin” e por isso pode ser comparado ao Brasil, que alcançou a modernidade, porém ainda vive em atraso – “uma necessidade de como o país foi formado”. Contextualizando o Brasil no cenário mundial, o professor traçou uma interessante análise da situação atual do nosso país e dos possíveis rumos nos anos a frente. Veja aqui esta excelente entrevista na íntegra.
Political Economist Receives Highest Award for Scientific Achievement

Renowned professor and economist Maria da Conceição Tavares received yesterday, May 17th 2012, the highest scientific prize granted by the Brazilian government. The national foundation for scientific research (CNPq) awarded Conceição Tavares for her lifetime theoretical and practical achievements. Tavares has influenced generations of students, scholars, and state officials. The significance of the award is that it goes to a female Marxist economist. Dilma Rousseff, Brazil’s first female president and herself a former student of Conceição Tavares, personally handed the prize. During the official ceremony Dilma made clear in her brief speech that “Conceição Tavares treated economics as it should be treated, as political economy”.
Conceição Tavares: Mulher, Economista, Marxista e Agora Agraciada com o Prêmio Máximo do CNPq
A renomada professora e economista Maria da Conceição Tavares recebeu neste 17 de maio de 2012 a honra máxima concedida pelo CNPq, o Prêmio Almirante Álvaro Alberto para Ciência e Tecnologia. Tavares influenciou muitas gerações de professores, alunos e gestores públicos. Considero de suma relevância o fato de Tavares ser uma mulher, uma economista política e, ainda mais, uma economista marxista. Fato surpreendente é também receber este prêmio diretamente de outra mulher, a presidente do Brasil e ela mesma ex-aluna de Conceição Tavares. Em seu breve discurso, Dilma ressaltou que “Conceição Tavares tratou a economia como deve ser tratada, como economia política”.
Paul Singer no Roda Viva
Singer é o Secretário Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego. Doutor em Sociologia, ele completou 80 anos como um dos principais estudiosos nas áreas de trabalho e emprego, desenvolvimento econômico e, sobretudo, economia solidária. Foi professor da Universidade de São Paulo (USP), é um dos fundadores do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Cebrap) e atuou como secretário de Planejamento do município de São Paulo entre 1989 e 1992. No centro do Roda Viva, Singer falou sobre capitalismo e comunismo e deu um panorama do emprego e desemprego no governo da presidente Dilma Rousseff. O programa foi ao ar no dia 23 de abril de 2012.
Maestro Julio Medaglia: Tecnologia, Capitalismo e a Mercantilização da Cultura Brasileira
“Quanto melhor fica a tecnologia e quanto mais fácil fica acessar e produzir música, pior fica o conteúdo”. Esta é umas das opiniões do maestro brasileiro Julio Medaglia, agora também membro da Academia Paulista de Letras. Medaglia não poupa críticas à mercantilização da cultura no Brasil em entrevista para o programa Provocações da TV Cultura, capitaneado sempre por Abujamra. A entrevista com o maestro é simplesmente excelente e rica em detalhes sobre a cultura e a história musical do nosso país. A parte realmente interessante é perceber como Medaglia tematiza criticamente o atual dilema entre inovação tecnológica e defasagem de conteúdo quando o objetivo da indústria cultural passou a ser a lucratividade e o rápido descarte. Não deixe de assistir.
O Significado Cultural da Gorjeta no Brasil
No setor de serviços, especialmente em restaurantes, estacionamentos, bares e hotéis, costumamos deixar a gorjeta como parte do pagamento pelo trabalho prestado. Encontramos então o primeiro dilema: quanto deixar? E se o serviço foi uma porcaria, você teria coragem de não deixar absolutamente nada? A grande maioria dos brasileiros deixa ao menos 10%, mesmo que o serviço prestado seja de baixa qualidade. O fazemos porque na maioria das vezes entendemos que a pessoa dependendo de gorjeta vive uma situação econômica complicada e o pagamento extra representa parte importante de sua renda mensal. Mesmo que o trabalho prestado esteja aquém do esperado, existe um reconhecimento social de que aquela pessoa não pode economicamente sobreviver sem receber a gorjeta. Nos sentimos mal psicologicamente dada a brutal desigualdade de renda em nosso país. É muito rara uma ocasião em que um brasileiro não pagaria a taxa de serviço a um garçom, a um manobrista ou a qualquer outro profissional cujo rendimento dependa significativamente deste pagamento extra. Acredito que a grande maioria entende a situação desta forma. Entretanto, levanto uma outra hipótese sobre o significado cultural da gorjeta no Brasil: a de que a taxa de serviço cobrada pelos estabelecimentos é uma forma de transferir a luta de classe entre patrão e empregado para uma relação entre empregados. Aquilo que deveria ser da responsabilidade do capitalista, ele o transfere ao consumidor, com a consequência de criar mais clivagens entre os próprios trabalhadores.
Brasil Também Entra no Jogo Mundial da Acumulação por Despossessão
Ánuar Nahes chega hoje a Bagdá como novo embaixador do Brasil no Iraque. O cargo estava vago deste a primeira Guerra do Golfo em 1991. O projeto do governo brasileiro é garantir a parcela de lucros das empresas brasileiras na “reconstrução” do Iraque. O custo com a nova embaixada será altíssimo, mas o governo afirma que os lucros gerados pelos contratos das empresas brasileiras mais que compensará os custos. O que o Brasil quer é, sem dúvida, abocanhar o seu quinhão nesta lucrativa acumulação primitiva em um país recentemente destruído pela guerra. Constitui um exemplo excelente, e trágico, do que David Harvey chamou de “acumulação por despossessão”. Marca, portanto, a entrada do Brasil no jogo mundial da acumulação primitiva no século XXI.
David Harvey no Brasil: “O capital não resolve as crises”
Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada no domingo (26), o geógrafo David Harvey que participa de debates em São Paulo e no Rio para o lançamento de seu livro “O Enigma do Capital” fala sobre a crise econômica mundial e a ineficácia das medidas de arrocho adotadas por países como a Grécia para tentar superá-la. “Quem está perdendo até agora é o povo. Há uma transferência de riqueza do povo para os bancos”, afirma. Professor de antropologia da Universidade da Cidade de Nova York, ele fala da ascensão do pensamento de direita e espera a emergência mais sólida de movimentos contra a desigualdade. Ele defende a saída da Grécia do euro e que o país declare moratória.
A Hipocrisia na Questão dos Direitos Humanos em Cuba
A mídia de direita no Brasil não perde um minuto. Como fizeram com Lula, agora o fazem com Dilma. O ataque é diário, seja sobre o que for. O tema da vez são os direitos humanos em Cuba. Como Dilma, presidente de um país “democrático” como o Brasil, pode fazer uma visita e apoiar um regime ditatorial controlado pelos irmãos Castro? Que absurdo. Somente Dilma para não entender o que são direitos humanos, não é verdade? Logo ela, uma combatente da ditadura militar no Brasil! O bombardeio é constante. Entretanto, a questão sobre direitos humanos em Cuba é recheada de hipocrisia e moralismo, características típicas do discurso de direita no Brasil. Vejamos aqui o porquê.
O Massacre de Pinheirinho
Theodor Adorno costumava dizer que “a verdade aparece nos extremos”. A desocupação de Pinheirinho é certamente um momento extremo, e a verdade do capitalismo aparece nua. Como uma síntese de especulação imobiliária, favorecimento pessoal e uso da polícia estatal como monopólio da violência, o episódio sórdido em São José dos Campos mostra o que o capitalismo brasileiro tem a oferecer. A total desproporção entre uma comunidade que vive literalmente na lama e o poder econômico de Naji Nahas evidencia como o nosso sistema econômico de fato não existe para satisfazer o que as pessoas desejam. O PSBD do governador Geraldo Alckmin deu uma real lição de falta de democracia e injustiça. Policiais sem identificação e a imprensa impedida de cobrir o evento já denunciavam o teor da operação.
Um Pouco de História Econômica do Brasil e do Mundo

O espectro de abordagens existentes para explicar o funcionamento da economia mundial é amplo. Apresento três visões sobre o mesmo problema, qual seja, a crise da economia mundial e respectivas soluções. A primeira é a análise de Pérsio Arida, um liberal no sentido norte-americano do termo. Sua entrevista, de 16 de janeiro, foi publicada na íntegra na Folha. Mais para a esquerda do espectro temos a economia política do professor Belluzzo, com forte inspiração Keynesiana e Cepalina. O vídeo completo da entrevista, gravada no dia 9 de janeiro e comandada pelo Luis Nassif, segue abaixo. No campo mais radical temos uma recente intervenção do professor Richard Wolff, que evidencia os percalços tanto do liberalismo quanto do keynesianismo nos EUA e na Europa. As três abordagens apresentarão explicações muito distintas sobre a dinâmica mundial e, ainda mais, sobre como solucionar os entraves atuais.
A Economia Mundial e o Futuro da Economia Brasileira
Acompanhe aqui na íntegra a entrevista do economista Delfim Netto para o programa Canal Livre da rede Bandeirantes. Delfim falou sobre os caminhos da economia mundial e como o Brasil participará neste cenário de grandes mudanças. A crise na Europa, a competição chinesa, o risco de desindustrialização no Brasil, a exportação de produtos primários, a valorização cambial e os juros são alguns dos temas abordados.

Eventos recentes tanto nos EUA como no Brasil sugerem que há de fato um processo corrente de judicialização da política, seja ela da política do poder executivo ou do poder legislativo. Decisões cruciais são agora levadas para a instância máxima do poder judiciário, o STF no Brasil ou a Corte Suprema nos EUA. Decisões políticas sobre células tronco, aborto, financiamento de planos de saúde, financiamento sobre a seguridade social etc. são transferidas do poder executivo e do poder dos legisladores do Congresso para a arbitragem final de alguns poucos juízes federais que agora fazem política em nome do povo. Qual a razão desta nova tendência?
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