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A Dialética de Hegel e a Dialética de Marx

“Essa herança hegeliana, tão cara à tradição marxista, é pensada, em geral, de maneira linear, como se houvesse algo assim como “a lógica dialética marxista”, um método que tivesse a sua fonte originária em Hegel, e deste passasse para Marx, de forma desenvolvida e transformada. Seria como se a lógica dialética de Marx fosse um progresso ou uma evolução direta em relação à dialética hegeliana. Essas premissas, em maior ou menor medida, perpassam as diversas abordagens desta hipótese, ou seja, a dialética como uma lógica herdada de Hegel. Centenas de estudos procuram explicar essa passagem da dialética hegeliana para a marxista, centenas de trabalhos procuram dar conta da chamada “inversão” marxista da dialética. No entanto, como se girássemos em círculo, apesar de tantos estudos, há décadas, muito pouco se avança no esclarecimento dessa herança hegeliana e de sua mutação no interior do pensamento de Marx. Penso que, se isto ocorre, é exatamente porque a própria questão está, em geral, mal-colocada”

- Hector Benoit, Da lógica com um grande “L” à lógica de O Capital

A relação entre a dialética de Hegel e a dialética de Marx sempre foi tema de importantes debates. Como questão não satisfatoriamente resolvida,  a “lógica de Marx” ainda permanece como tema chave para o marxismo. Diversas e variadas abordagens desde o século XIX contribuíram em muito para o avanço teórico do marxismo, mas perguntas fundamentais ainda permanecem sem a devida resposta. Em um texto excelente, Hector Benoit dedica algumas páginas a esta controvérsia teórica e também à questão da dialética como ontologia. Leia aqui este imprescindível texto na íntegra.

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Clique aqui para ler o texto completo em PDF.

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(*) Agradeço ao Aquiles Chaves por ter enviado este artigo.

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Aproveite para também ler o artigo sobre estado e direito em Kant, Hegel e Marx.

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  1. Roberto Autran Nunes
    11 fevereiro, 2011 às 8:15

    Leia Hegel, divulgue as idéias daquele que se compreendido pela humanidade, faria dela o paraíso na terra. Compreenda-o, e descortine o mundo, destrua todas as pseudo-verdades que já lhe foram impostas, veja o mundo por si mesmo; seja intelectualmente independente, saiba que alguns filósofos ovacionados no mundo acadêmico não passam de péssimos intérpretes do pensamento clássico. Compreenda que há alguns tipos de pessoas bem definidas, as que nunca leram Hegel; as que leram e não compreendem Hegel e por isso dizem que não gostam; as que leram e compreendem Hegel, mas preferem ocultá-lo para assim manter sua hegemonia de pensamento e consequente manipulação da massa ignorante e, finalmente, aqueles que compreendem Hegel como: O Tratado da Correção do Intelecto “em pessoa”, que vêm nele a cura da ignorância crônica sofrida pela maior parte daquilo que alguns não se envergonham de nomear como humanidade.

  1. 6 janeiro, 2011 às 8:20

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