Frase da Semana

"There’s class warfare, all right, but it’s my class, the rich class, that’s making war, and we’re winning.”

- Warren Buffett

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Sob Vinte Centavos

12 setembro, 2013 Deixe um comentário

Sob Vinte Centavos retrata de forma crítica as manifestações ocorridas em junho de 2013 em São Paulo que culminaram com a revogação do aumento de vinte centavos da tarifa de ônibus. O  documentário conta com entrevistas de diversos manifestantes, membros do Movimento Passe Livre (MPL), Lúcio Gregori (ex-secretário de transportes de São Paulo), Marilena Chauí (filósofa e professora da USP), Marcelo Feller (jurista), e diversas outras pessoas.  Disponível na íntegra com legendas em inglês e espanhol, Sob Vinte Centavos foi produzido de maneira totalmente independente por Gustavo Canzian e Marco Guasti, membros do Movimento Urbano de Diálogo Audiovisual (MUDA).

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Marx Reloaded e a Economia do Conhecimento

29 julho, 2013 6 comentários

Marx Reloaded é o título do mais recente trabalho dirigido e escrito por Jason Barker. Produzido em 2011, este documentário investiga a relevância dos ensinamentos de Marx em relação à crise que se iniciou ao final de 2007 nos Estados Unidos e Europa. Entre os que participam das filmagens estão John Gray, Michael Hardt, Antonio Negri, Nina Power, Jacques Rancière, Peter Sloterdijk, Alberto Toscano, Slavoj Žižek e Ivan Nikolic. A temática central gira em torno à questão da pertinência das ideias marxistas no século XXI. O roteiro acaba por conduzir o público a concluir que na atual sociedade do conhecimento a teoria do valor de Marx não seria mais válida. Reforçado pelas intervenções de Zizek, Sloterdijk, Hardt e Negri, o documentário centra na ideia de que a produção do conhecimento escapa à teoria marxista. Jason Baker então explicou sua produção como uma tentativa de “recarregar ou reimaginar Marx como um pensador, sem o usual moralismo totalitário”. Confira aqui o documentário na íntegra. Aproveito para também tecer alguns comentários críticos a respeito de Marx Reloaded.

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Marx e o Marxismo 2013: Colóquio Internacional

8 julho, 2013 1 comentário

Principal atividade desenvolvida pelo NIEP-Marx, o evento “Marx e o Marxismo” tem sido organizado regularmente, com frequência anual, desde 2007. Até 2010, o “Marx e o Marxismo” teve sempre caráter de curso de alcance local, funcionando, portanto, como atividade de extensão, gratuita e temática. No ano de 2013, “Marx e o Marxismo” será organizado pela primeira vez sob a forma de colóquio com abrangência internacional. O tema escolhido para este ano é “Marx hoje, 130 anos depois”. Para além do mero registro e recordação da morte do pensador que atrai o interesse e inspira o trabalho dos professores, pesquisadores e estudantes que o colóquio pretende reunir, a opção pelo tema justifica-se teoricamente. A ideia central é discutir o legado de Marx no longo decurso de tempo que separa 1883 e 2013, no que se refere tanto às teorias que se pretenderam ou se pretendem marxistas, quanto às práticas identificadas com as ideias do autor ou de seus intérpretes. Palestrantes confirmados: José Paulo Netto (ESS/UFRJ) – Alex Callinicos (University of London, Inglaterra) – Virgínia Fontes (UFF / EPSJV Fiocruz) – Anselm Jappe (École des Hautes Études en Sciences Sociales, França) · Marcos Del Roio (UNESP) – Maurício Vieira Martins (UFF) – Leo Panitch (York University, Canadá) – Marcelo Badaró Mattos (UFF) – Miguel Vedda (UBA, Argentina) – João Leonardo Medeiros (UFF) – Robert Brenner (UCLA, EUA) – Alfredo Saad Filho (University of London, Inglaterra) – Peter Thomas (Brunel University, Inglaterra).

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O Ativismo de Vínculos Fortes: A Revolução Não Será Tuitada

6 julho, 2013 Deixe um comentário

Dizem que o mundo passa por uma revolução. As novas ferramentas de redes sociais reinventaram o ativismo social. Com Facebook e Twitter  a relação tradicional entre autoridade política e vontade popular foi invertida, o que facilita a colaboração mútua e a organização dos desprovidos de poder e dá voz às suas preocupações. Se antes os ativistas eram definidos por suas causas, agora são definidos pelas ferramentas que empregam. Os guerreiros do Facebook entram na internet para pressionar por mudanças. Tais alegações, entretanto, são fortes e intrigantes. As pessoas que estão no Facebook são mesmo a nossa grande esperança? As maravilhas da tecnologia de comunicação no presente produziram uma falsa consciência sobre o passado – e até mesmo a percepção de que a comunicação não tem história, ou nada teve de importante a considerar antes dos dias da televisão e da internet. Na verdade, não passam de uma forma de organização que favorece as conexões de vínculo fraco que nos dão acesso a informações, em detrimento das conexões de vínculo forte que nos ajudam a perseverar diante do perigo. Transfere nossas energias das entidades que promovem atividades estratégicas e disciplinadas para aquelas que promovem flexibilidade e adaptabilidade. Torna mais fácil aos ativistas se expressarem e mais difícil que essa expressão tenha algum impacto. O ativismo no Facebook dá certo não ao motivar pessoas para que façam sacrifícios reais, mas sim ao motivá-las a fazer o que alguém faz quando não está motivado o bastante para um sacrifício real. A análise é de Malcolm Gladwell.

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Democracia Direta e o Fim da Representação Parlamentar

1 julho, 2013 Deixe um comentário

O esgotamento do ciclo neoliberal certamente tem seu aspecto econômico. Milhões de empregos e o próprio estado de bem-estar social são imediatamente sacrificados para salvar os lucros do sistema financeiro e de outras empresas privadas. Esta dimensão econômica, entretanto, vem acompanhada do concomitante esgotamento do sistema político de representação parlamentar. A representação indireta via partidos políticos e a eleição de congressistas não dá mais conta dos desafios do nosso tempo. Com o atual sistema político a população não tem como forçar as reformas e regulações que deseja. Temos o melhor congresso que o dinheiro das grandes corporações privadas pode comprar. Ainda assim, a forma parlamentar, já esgotada, continuará a existir durantes as próximas décadas. A batalha agora torna-se aquela pela implementação de formas de democracia direta, através das quais a população tenha  a força política necessária para implementar as reformas que deseja. Inicia-se com a presente crise econômica e política o desafio de construirmos as bases para a superação do parlamento, dos congressistas e da ingovernabilidade dos partidos políticos.

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Brazil 2013: Mass Demonstrations, the World Cup, and 500 Years of Oppression

26 junho, 2013 2 comentários

Brazil has a long history of top-down reforms that have inadequately addressed the profound inequality that divides the country. The mass demonstrations, provoked by public transportation fare increases and World Cup costs, are finally calling attention to issues that cannot be solved by minor changes, indicating things might be different this time. In order to address the systemic inequality beneath Brazil’s idyllic image of samba and soccer, there must be a social and political rupture. The billions of dollars already being spent on the upcoming 2014 World Cup have rightly angered millions of Brazilians who live without social infrastructure and lack basic public goods. People of all political inclinations have taken to the streets in major cities around the country. Police violence against demonstrators in São Paulo at the beginning of the protest triggered nation-wide mass demonstrations with a broad range of demands targeting all forms of social inequality. The state reaction to the movement has brought to the surface 500 years of repressed anger and frustration towards deep inequality.

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Quem São os Vândalos?

13 junho, 2013 1 comentário

Quem são os verdadeiros vândalos? Os policiais são trabalhadores que usam ônibus e metrô. Mas vão às ruas para dar porrada em outros trabalhadores que, assim como eles, também usam ônibus e metrô. É trabalhador atacando trabalhador, a mando da burguesia que controla o estado e a polícia. Por que o estado não taxa as grandes fortunas e financia o transporte público gratuito? Por que o estado não taxa os proprietários de automóveis privados para financiar o transporte coletivo para todos? Por que o estado não comprime a margem de lucro das concessionárias privadas? Os verdadeiros vândalos são os capitalistas, que se deleitam ao ver a classe trabalhadora dividida e lutando entre si pelo custo do transporte público que afeta tanto manifestantes como policiais. Vândalos são aqueles que se enriquecem com a pobreza alheia. Os reais vândalos são aqueles que não vemos pelas ruas, muito menos usando o transporte público.  A verdade aparece agora em um momento de conflito, e alguém terá que ceder. Ou os capitalistas reduzem suas margens de lucro ou os trabalhadores reduzem o poder de compra dos seus salários. Não há outra solução dentro do sistema atual. A divisão que interessa neste momento não é,  portanto, uma divisão entre supostos vândalos e não-vândalos. O que interessa é a divisão entre os que usam o transporte público (os trabalhadores) e os que lucram com ele (os capitalistas). Transporte coletivo gratuito implica menos lucro para os ricos. Os ricos não cedem e mandam a polícia descer a porrada na população. E a população de São Paulo está muito bem informada sobre o sistema de transporte: é caríssimo e é uma merda. Todo mundo sabe disso. O transporte coletivo, assim como educação e saúde, tem que ser público e gratuito. Mas para isso os donos das concessionárias privadas vão ter que perder esse filão subsidiado pelo estado. A disputa é com a classe capitalista. E você, de que lado está?

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